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Foi uma surpresa. Uma surpresa muito triste para mim, ao acordar nesta quinta-feira e receber a notícia do falecimento do mais popular e simpático cantor de ópera que o mundo conhecera: Luciano Pavarotti.
Além do seu magnífico talento como cantor, sua capacidade de emocionar platéias, sua maravilhosa voz, Pavarotti tinha um grandioso coração. Era uma pessoa preocupada com os rumos que a sociedade estava tomando. Preocupava-se com as crianças oprimidas, com a miséria da Africa, com as consequências de guerras na sociedade etc.
Em seus shows beneficentes para uma das causas acima, ele inovou: aproximou o erudito do popular e cantou lado a lado com nada mais nada menos que as maiores estrelas pop do planeta, como Elton John, Bono (U2), Eric Clapton, Laura Pausini, Zuchero, Eros Ramazotti, Gloria Estefan, John Secada, Mariah Carrey, Lionel Richie e outros. Por pouco também não faz um dueto com o astro Michael Jackson, que na ocasião recusou o convite por problemas de saúde de seu filho.
Ainda formou a famosa composição “Os três tenores”, junto à Plácido Domingo e José Carreras, onde levou a ópera até mesmo para o show de abertura da Copa do Mundo da França, em 1998.
Sem dúvida Luciano Pavarotti fará muita falta em nosso planeta, ainda tão desigual e desumano. Mas nesta altura, ele recebeu o merecido descanso, depois de tanto fazer pela nossa humanidade, tanto nos agraciando com a boa música tanto nos fazendo refletir pelos problemas do mundo, mostrando que não devemos ficar de braços cruzados enquanto milhões de pessoas ao nosso redor estão sofrendo.
Obrigado por existir, Luciano.
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